Sobre a artista

Thelma Jhones

Thelma Jhones é uma artista de linguagem própria. Cellista, violonista, compositora e poetisa, ela cria obras onde a técnica encontra emoção, e onde cada gesto musical preserva elegância, memória e intimidade.

Seu repertório atravessa a MPB, a música de concerto e a canção autoral com uma assinatura delicada, terrena e ao mesmo tempo luminosa.

Base

Bahia / Brasil

Diálogo

Brasil / Califórnia

Thelma Jhones em retrato artístico

Assinatura artística

"A música e o sorriso, virtudes da vida."

Biografia

Uma vida em música

"A música e o sorriso, virtudes da vida."

A sinfonia de uma vida

Thelma Jhones é cellista, violonista, compositora, pianista e poetisa. Nascida no Rio de Janeiro e criada na Bahia, construiu uma trajetória artística que atravessa o Brasil e os Estados Unidos, reunindo música clássica, poesia, trabalho social e memórias afetivas.

Iniciou seus estudos formais de piano aos 17 anos e, posteriormente, concluiu o curso de Música da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, participou de diversas orquestras e projetos musicais na Bahia, no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos.

Como cellista da orquestra principal, participou da missa celebrada pelo Papa João Paulo II em Salvador, em 1980, cerimônia realizada ainda na presença de Irmã Dulce, hoje reconhecida como Santa Dulce dos Pobres. Na mesma ocasião, atuou também como violonista solista, ao lado do violonista Pami.

Compôs o hino Beneditino brasileiro em parceria com Dom Marcos Barbosa, OSB, monge beneditino do Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Letras.

Depois de se mudar para os Estados Unidos com seu filho Marcelo, Thelma estabeleceu-se em Sacramento, Califórnia. Foi nessa cidade que conheceu Stephen Latimer Jones, lembrado artisticamente como Steve Jhones, seu companheiro por quase três décadas e uma das maiores inspirações de sua obra.

Paralelamente à música, dedicou-se ao trabalho social e ao cuidado de animais domésticos abandonados, especialmente coelhos. Por essa atuação, recebeu carta e medalha em homenagem aos serviços prestados à comunidade de Sacramento.

Na Califórnia, também participou de diferentes ambientes ligados à cultura brasileira. Integrou a comissão envolvida na realização de apresentações de Caetano Veloso e preserva fotografias e memórias desses encontros. Foi nesse contexto que recebeu do artista o apelido carinhoso de “Zi-Thelma”.

Após a perda de Steve, em 2014, Thelma retornou ao Brasil. Anos depois, enfrentou também as perdas de seu filho Marcelo e de seu neto David. Essas experiências profundas passaram a integrar sua obra não como exposição da dor, mas como memória transformada em música.

Hoje, Thelma Jhones continua compondo, escrevendo e preservando uma filosofia que atravessa toda a sua trajetória: mesmo diante das circunstâncias mais difíceis, a música e o sorriso permanecem entre as maiores virtudes da vida.

Pilares

Uma obra em camadas

Música

A linguagem principal de Thelma: uma forma de transformar memória, afeto e presença em som.

Poesia

A palavra entra como extensão da música, com uma delicadeza que atravessa cada verso e cada pausa.

Presença

Entre erudito e popular, sua assinatura artística mantém o mesmo centro: emoção, elegância e verdade.

Percurso

Memória, palco e presença

A trajetória de Thelma é construída como uma narrativa contínua: experiências, encontros, repertórios e uma assinatura artística que permanece reconhecível em qualquer contexto.

01

Cellista, violonista, compositora e poetisa com trajetória marcada por rigor artístico e sensibilidade.

02

Cellista da orquestra principal e violonista solista, ao lado do violonista Pami, na missa celebrada pelo Papa João Paulo II em Salvador, em 1980.

03

Compôs o hino Beneditino brasileiro em parceria com Dom Marcos Barbosa, OSB, monge beneditino do Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Letras.

04

Entre Bahia, Brasil e Califórnia, construiu uma obra que dialoga com diferentes públicos e repertórios.

05

Suas interpretações e parcerias unem lirismo, memória afetiva e refinamento musical.

06

O novo single "Steve My Only One" amplia essa narrativa com um tributo íntimo e elegante.

Resiliência

A Força de um Sorriso

A vida de Thelma também é um testemunho de profunda força e coragem diante das perdas mais inimagináveis. Ao longo de sua jornada, ela precisou ressignificar a própria existência.

Steve, para sempre

Perdeu Steve, seu marido e companheiro de toda uma vida, para o câncer. A saudade se transformou em tributo eterno através da música — foi para ele que compôs "Steve My Only One".

O regresso e uma perda inimaginável

De volta ao Brasil para recomeçar, viveu durante a pandemia a notícia mais devastadora de sua vida: seu único filho morreu vítima de um motorista embriagado.

"No centro de tudo, permanece a mesma vocação: fazer da arte um lugar de beleza, afeto e permanência."